HALITOSE

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A halitose não pode ser explicada por um único mecanismo. Existem casos de origem fisiológica (que requer apenas orientação), patológica (que requer tratamento), por razões locais (feridas cirurgicas, cáries, doenças periodontais e outros) ou ainda por razões sistêmicas (diabetes, distúrbios renais, prisão de ventre e outros). Por este motivo é que o sucesso do tratamento está vinculado a um bom diagnóstico.

Por que o portador da halitose não percebe o seu problema?
Porque o olfato se adapta ao odor, por tolerância. O epitélio olfatório rapidamente se cansa ou fadiga, se acostumando ao odor e falhando na percepção (chamada fadiga olfatória). Desta forma, em pouco tempo no hálito do paciente.

Úlcera e Gastrite podem causar halitose?
Não. Entretanto, outros problemas de origem gástrica como eructações (arrotos) e refluxos gastro-esofágicos (golfadas) podem causar alterações no hálito do paciente.

Quais doenças provocam halitose?
Doenças sistêmicas: Algumas doenças sistêmicas apresentam como um dos mais evidentes sinais a alteração do hálito. Podem apresentar sinais de halitose as alterações das vias aéreas superiores e inferiores, disfunção renal, hépática ou intestinal, alteração hormonal, depressão e outras patologias.

Doenças locais: É cada vez mais concreta a relação entre a halitose e problemas na boca como doenças periodontais, próteses mal adaptadas, cáries, redução do fluxo salivar além da presença da saburra lingual.

O que é saburra lingual?
A saburra é como uma placa bacteriana lingual. De consistência viscosa, de cor branca ou amarela. A saburra adere ao dorso da língua, em maior proporção no terço posterior. As bactérias são do tipo anaeróbico proteolíticas, que produzem odor desagradável no final de seu metabolismo.